Muitas vezes
perguntamos, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir...
Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais
amas... Sonhas o acesso à felicidade, a maneira que crianças suspira pelo colo
materno...
Isso,
porém, é fácil de conhecer. Toda pessoa humana é aprendiz na escola da
evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas
obrigações: Nos compromissos do plano familiar; Nas responsabilidades da vida
pública; No campo dos negócios materiais, na luta pelo próprio sustento...
Dever,
no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos,
para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser. Não olvides,
assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence. Não nos propomos nivelar
homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta
imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na
esfera física.
O
cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre a pastagem, onde
se refocila na satisfação dos próprios impulsos. A serpente, presa para
cooperar na fabricação do soro antiofídico, se for libertada, desliza para a
toca, onde reconstituirá o próprio veneno. O corvo, detido para observações,
quando solto, volve a imundice. A abelha, retida em observação de apicultura,
ao desembaraçar-se torna, incontinente, a colméia e ao trabalho. A Andorinha
engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da
primavera.
Se
desejas saber quem és, observas o que pensas, quando estás sem ninguém; e se
queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes
contigo mesmo nas horas livres.
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