sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lugar Depois da Morte

Muitas vezes perguntamos, na Terra, para onde seguirás, quando a morte venha a surgir... Anseias, decerto, a ilha do repouso ou o lar da união com aqueles que mais amas... Sonhas o acesso à felicidade, a maneira que crianças suspira pelo colo materno...
                Isso, porém, é fácil de conhecer. Toda pessoa humana é aprendiz na escola da evolução, sob o uniforme da carne, constrangida ao cumprimento de certas obrigações: Nos compromissos do plano familiar; Nas responsabilidades da vida pública; No campo dos negócios materiais, na luta pelo próprio sustento...
                Dever, no entanto, é impositivo da educação que nos obriga a parecer o que ainda não somos, para sermos, em liberdade, aquilo que realmente devemos ser. Não olvides, assim, enobrecer e iluminar o tempo que te pertence. Não nos propomos nivelar homens e animais; contudo, numa comparação reconhecidamente incompleta imaginemos seres outros da natureza trazidos ao regime do espírito encarnado na esfera física.
                O cavalo atrelado ao carro, quando entregue ao descanso, corre a pastagem, onde se refocila na satisfação dos próprios impulsos. A serpente, presa para cooperar na fabricação do soro antiofídico, se for libertada, desliza para a toca, onde reconstituirá o próprio veneno. O corvo, detido para observações, quando solto, volve a imundice. A abelha, retida em observação de apicultura, ao desembaraçar-se torna, incontinente, a colméia e ao trabalho. A Andorinha engaiolada para estudo, tão logo se veja fora da grade, voa no rumo da primavera.

                Se desejas saber quem és, observas o que pensas, quando estás sem ninguém; e se queres conhecer o lugar que te espera, depois da morte, examina o que fazes contigo mesmo nas horas livres.

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